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Sobre o Cemir

O CEMIR iniciou formalmente suas atividades no ano de 2017, porém a estruturação do trabalho com as mulheres imigrantes iniciou-se no segundo semestre de 2019, com pequenos apoios financeiros de organizações solidárias.

O CEMIR atua no combate a toda e qualquer forma de discriminação e violência contra mulheres imigrantes e refugiadas. Tem por objetivo promover o empoderamento feminino e a resistência às violências de gênero, suscitando o empreendedorismo solidário e contribuindo para a melhoria das condições de trabalho e o combate a situações de trabalho análogo.

Os principais eixos de ação são a formação de lideranças e a realização das Rodas Warmis nos territórios de atuação.

Histórico

O Cemir desenvolve atividades voltadas preferencialmente para mulheres imigrantes e refugiadas que trabalham em oficinas de costura na cidade de São Paulo e municípios da região metropolitana. Trata-se de mulheres em situação de vulnerabilidade, submetidas a jornadas de trabalho exaustivas, frequentemente em condições análogas à escravidão. A discriminação e violência de gênero agravam-se pelo desconhecimento das redes de apoio existentes e pelas dificuldades de acesso a direitos básicos garantidos pela constituição e pelos instrumentos de proteção aos direitos humanos.

 

A interação social e a mobilidade urbana são altamente restringidas pelas barreiras com o idioma, pela condição irregular de imigração e até mesmo pelo cerceamento da liberdade de ir e vir. As condições de trabalho nas oficinas de costura são extremamente precárias: iluminação insuficiente, pouca ventilação, falta de equipamentos de proteção e de garantias mínimas de saúde e segurança. Acidentes de trabalho e doenças profissionais são comuns no setor, inclusive tuberculose, doenças renais e de coluna.

A situação é tanto mais degradante considerando-se que comumente as oficinas são também local de moradia. Nessas condições, há uma sobreposição de relações opressivas, inclusive com o dono da oficina ou prepostos interferindo diretamente na vida privada. As mulheres assumem os papéis de costureira, mãe, dona de casa, enfrentando jornadas de trabalho exaustivas e degradantes. Casos de violência psicológica são comuns. A violência doméstica também está presente, agravando ainda mais as situações de dominação e opressão.

Feminização das migrações

Segundo dados da ONU, no ano de 2019 aproximadamente 272 milhões de pessoas residiam fora dos países onde nasceram. Deste total, 49,4% eram mulheres. O termo feminização das migrações vem sendo utilizado para assinalar essa presença massiva de mulheres nos fluxos migratórios internacionais e chamar a atenção para a necessidade de um olhar atento às especificidades de situações vividas no curso de suas experiências migratórias. A condição de imigrante, entrelaçada com a questão de gênero, exacerba a discriminação das mulheres, manifestando-se em tratamento desigual e opressão, seja durante os deslocamentos, onde ficam mais expostas a fatores de riscos, seja no que diz respeito aos processos de integração às sociedades receptoras.

A incorporação de categorias de gênero na abordagem do fenômeno migratório vem desvendando um conjunto de singularidades que perpassa a trajetória das mulheres, demonstrando como elas são particularmente vulneráveis a situações de exploração, preconceito e opressão. 

 

Missão

Promover a equidade de gênero, a defesa dos direitos e o empoderamento, autonomia das mulheres imigrantes e combater a discriminação, o trabalho análogo ao de escravo e o trabalho infantil nas oficinas de costura.

Visão

Ser referência feminista na superação das desigualdades entre homens e mulheres imigrantes na construção de um mundo sem violências e discriminações de gênero.

Público Alvo

Mulheres imigrantes e refugiadas, juntamente com suas famílias e comunidades.

 

Equipe

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Elisete Aperecida Avelar

Diretora Geral

Educadora popular, formada em Filosofia e Letras, tem vasta experiência com projetos com mulheres.

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Marina Moreira D'Aquino

Gestora de Comunicação

Jornalista, gestora de mídias sociais, atua no audiovisual em projetos relacionados aos Direitos Humanos.

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Nelson Bison

Gestor Financeiro

32 anos de experiência em projetos com migração com ênfase em captação de recursos.

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Soledad Requena

Coordenadora de Projetos

Assessora de Gênero e Consultora Internacional em Migração.

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Regina Azevedo

Gestora de Pedagógica

Pedagoga, psicóloga e contadora de histórias, desenvolve atividades lúdicas e educativas com crianças e adolescentes.

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Pe. Geraldo McNamara

Colaborador

Padre Espiritano, atualmente ecônomo, membro da Aquidiocese de São Paulo e apoiador do Cemir.

 

Assessora de Gênero e Consultora Internacional em Migração

Parceiros do Cemir

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